Gosto de filmes sem diálogos. Gosto de curtas feitos apenas com imagens e sons, não sei porque.
Adoro sons. Sou louca por trilhas sonoras, tanto que tenho várias. Adoro sons de instrumentos onde não é necessário o uso das palavras para se explicar o que está sendo tocado.
Adoro o modo como as coisas podem ser ditas sem se precisar dizer claramente, nesse caso, usando e abusando das imagens. Adoro aqueles closes e enquadramentos que são os clímax dos filmes.
Um dia pretendo fazer um filme. Um curta. E ele será assim, sem palavras, apenas sons e idéias. Já até existe a história, falta apenas a coragem e o tempo.
Uma vez escrevi um poema-história e é ele que vai ser filmado. É mais ou menos assim:
Uma mulher acorda com o barulho da água da torneira da pia pingando. Ela não suporta o barulho. Levanta para tentar fazê-lo parar. Consegue. Está de camisola, os pés descalços. Vai para a janela e acende um cigarro, pensativa. É quando acontecem os flashbacks. Ela olha para a porta e se vê entrando sorrindo. Já não está mais de camisola e sim de vestido...
Aí vai misturando o passado com as músicas ao fundo, os ambientes até chegar ao dia real em que se encontra na janela. É quando se entende o porquê ou quem sabe, não tem por que.
Falta encontrar o restante da trilha...
Quem sabe dê certo.
2 comentários:
Que o Roberto Begnini não leia teu post. Ele roubou a idéia de Radu Mihaileanu (O Trem da Vida) e fez o a A Vida é Bela.
Vou te emprestar um DVD-R (cópia de VHS) do filme O Ilusionista - Holanda, 1983. O filme tem 90 minutos de direção mas não tem diálogos. Contudo, prende a atenção do expectador do início ao fim. A trilha é a melhor que já ouvi em cinema. Nunca vi um casamento de sons e imagens tão perfeito. Queria muito ter esse material em mp3. Aguarde!
Poxa, adoro esse filme... que pena que ele foi roubado... e tomara que ele não leia mesmo.
Eu aceito o dvd... adoro ver coisas novas e quem sabe eu não encontro a trilha p vc.
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