domingo, 12 de outubro de 2008

12 anos sem Legião


Eu tinha exatamente 12 anos quando Renato Russo morreu, no dia 11 de outubro de 96. Nessa época eu já conhecia Legião Urbana, graças aos meus primos adolescentes. Lembro direitinho a primeira música deles que aprendi: Faroeste Caboclo.

Admirava-me a idéia de alguém escrever uma história em forma de música, sem falar o desafio de decorar uma letra tão grande. Foi só o começo para aprender as outras. Minha vizinha adorava e eu passava horas na casa dela escutando Índios, Eduardo e Mônica, Sete cidades, Angra dos Reis, Tempo perdido e tantas outras que recheavam nossas tardes de domingo deitadas no chão gelado do quarto com o rádio expelindo poesia por suas caixas.

Lembro que fiquei triste quando ele morreu. Sabia que, mesmo na minha cabeça de menina de 12 anos que não sabia nada ainda, o mundo havia ficado mais triste, mais pobre de música, menos interessante. Não importava o porquê de sua morte, ele havia ido embora e não voltaria nunca mais.

Viva Legião que influenciou e ainda influencia a tantos e viva Renato que dizia o que queria sem medo nenhum e lutava por isso.

Deixo aqui a música Sete Cidades, uma das que mais gosto entre tantas outras.

Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe

3 comentários:

M. de O. disse...

Vou te fazer invejinha:

-- Eu assisti o show!!! :)

Unknown disse...

E fez inveja pra mim tb... =(
Mas tudo bem...
Não me recordo exatamente o dia da morte do Renato... Não sei por quê... Normalmente, quando morre algum artista esse dia fica marcado na minha memória. Foi assim com Cazuza, Cássia Eller e Elis Regina. Nesse último caso, ainda era criança (podem acreditar) e lembro do meu tio Mário, da minha mãe e minhas irmãs. Era como se um parente tivesse partido... Foi um choque... Acho que valeria um post só falando disso... E essa letra reproduzida aí, é muito linda!

Lalá disse...

Inveja mesmo... e depois deles Mamonas me marcaram muito tb e Cássia... e pensar que não pude ir ao show dela aqui e quando ia assistir na praia de Copacabana, na virada do ano, ela morreu dois dias antes.